Mostrando postagens com marcador Estratégia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estratégia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

Artigo: Detalhes que Fazem a Diferença (Léo Bello)

Detalhes que fazem a diferença

Por Léo Bello.

"Quando escrevi este artigo eu estava em Punta Cana, República Dominicana, onde jogamos um torneio promovido pelo Tower, que gerou um prêmio de U$230.000.

Esta viagem foi incrível pela beleza do local: sol todos os dias, praias belíssimas e águas cristalinas acabaram me trazendo uma experiência que percebi ter sido fundamental para meu crescimento como jogador de poker, e que PRECISO dividir com vocês. Acreditem: foi a chave para o meu desenvolvimento e que se permitir entender este ponto, estará dando um grande passo para seu próprio sucesso.

Em meio a todas as oportunidades aqui, resolvi fazer um curso de mergulho. Meu amigo, Igor Federal, fez um há menos de três meses. Sempre gostei do mar, mas nunca tive a oportunidade de fazer um curso desses. Aqui no Princess Bavaro, hotel do Tower Torneos, existe uma escola especializada em SCUBA (Self Contained Underwater Breathing Aparatus) Diving conhecida mundialmente, a PADI. Fiz o curso chamado Open Water Diving, que garante o certificado de aptidão para mergulhar sozinho.

O que isso tem a ver com poker? Já chego lá.

Primeiro dia.

Recebo um livro e me mandam ir para o meu quarto e estudar os três primeiros capítulos.

Eu pergunto: - Mas quando mergulhamos? Vamos ver algum navio afundado?

Resposta: - Leia os três primeiros capítulos.

Segundo dia.

Chego todo animado para aula e pergunto onde vamos mergulhar. Então o instrutor, em vez de me levar até a praia, me conduz até a piscina.

Chegando lá, pede para eu nadar 200 metros por baixo d’água e para boiar. Depois inicia uma série interminável de exercícios bobos, como colocar e tirar a máscara de mergulho, sentar no fundo da piscina, aprender sinais com as mãos como: “ok”, “estou bem”, “estou com frio”, “acima” e “abaixo”...

Depois de duas horas, saímos da piscina e ele me manda estudar os capítulos 4 e 5, e voltar no dia seguinte.

No outro dia fomos ao mar e ele me deixou em uma profundidade de, no máximo, 3 metros – e repetimos os exercícios da piscina. Depois fiz alguns testes e assisti a um vídeo.

Só depois de todas essas atividades, um mergulho de verdade. Ao mergulhar, veio a sensação: “como é fácil”. Estou respirando bem, me sentindo bem, aprendi a descomprimir a pressão nos ouvidos, me movimento com facilidade e uso bem o equipamento. Em resumo, penso, “que moleza, mergulhar...”

Agora, como começamos a jogar poker? Aprendemos as regras vendo na televisão ou através de um amigo e, como é um jogo fácil, começamos a praticar sozinhos. Não lemos livros, não estudamos, não temos ninguém nos ensinando. Vamos praticando e pegando alguns conceitos aos poucos. Porém, vamos nos envolvendo a cada dia mais com este esporte fascinante.

Durante dois dias o professor de mergulho me ensinou como respirar – algo que faço desde que nasci. Ensinou também como me movimentar enquanto submerso – coisa que faço desde os 5 ou 6 anos de idade. Ensinou como me virar sozinho em um mergulho... Em resumo, me ensinou coisas muito básicas, que qualquer leigo acha que sabe. Só que, nesse caminho, me mostrou que, para fazer coisas fáceis, vários detalhes eram importantes.

No poker, os detalhes transformam você em um vencedor. Muitas vezes precisamos nos educar: ler e aprender onde erramos. Estudar o jogo para descobrir o porquê de alguns jogadores serem campeões e repetidamente estarem nas mesas finais, enquanto outros dependem de sorte para conseguir chegar uma vez ou outra.

Quando encontrar uma barreira no seu crescimento no poker, volte a estudar o básico. Na maioria das vezes, a resposta está lá!

Um exemplo de como o detalhe faz diferença. Eu e Leandro caímos do torneio em Punta Cana quando tínhamos um stack considerável e, se ganhássemos a mão, estaríamos entre os líderes do torneio naquele momento.

Ele tinha AK e, após aumentar do button, recebeu all-in do big blind, que tinha A-10 e chamou.

Eu, com AQ, após subir do meio da mesa, recebo all-in do big blind, que tinha AJ e chamo.

No river, um 10 eliminou Leandro, e um Valete me eliminou.

Cadê o detalhe que faz a diferença?

Leandro foi eliminado em 24º, quando tinha cerca de 240.000 fichas e os blinds já estavam 12000/24000. Eu fui eliminado antes do 100º lugar, quando os blinds estavam 500/1000 e eu tinha 40.000 fichas, e a média não passava de 18K.

Chamar um all-in com AK no final de um torneio ou chamar no início, quando era absolutamente desnecessário, é a diferença.

Para ser um bom jogador é preciso se educar e aprender que existem momentos nos quais determinada ação é correta – e outros instantes em que a mesma ação é um erro!

Nunca se esqueça de que, muitas vezes, a chave para as vitórias no poker está em reaprender o básico.

Saber fazer o feijão com arroz bem feito.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Vídeo: Análise de Torneio - Na Mira do Pro (TV Poker Pro)

Análise de torneio realizada por André Akkari, para o TV Poker Pro.

Jogador: omalucelli
Torneio: The Big $2,20 ($4K Gtd)
Prizepoll: $4.794,00
Data: 17/09/2011
Nº de Jogadores: 2.397
Posição e prêmio: 3º lugar, $393,00
Duração do torneio: 08:36h
Duração dos programas: 06:18h, em 15 programas divididos em duas partes cada.


Temporada 1, episódio 1, parte 1




Temporada 1, episódio 1, parte 2



Temporada 1, episódio 2, parte 1



Temporada 1, episódio 2, parte 2



Temporada 1, episódio 3, parte 1



Temporada 1, episódio 3, parte 2




Temporada 1, episódio 4, parte 1



Temporada 1, episódio 4, parte 2



Temporada 1, episódio 5, parte 1



Temporada 1, episódio 5, parte 2



Temporada 1, episódio 6, parte 1



Temporada 1, episódio 6, parte 2



Temporada 1, episódio 7, parte 1



Temporada 1, episódio 7, parte 2



Temporada 1, episódio 8, parte 1



Temporada 1, episódio 8, parte 2



Temporada 1, episódio 9, parte 1



Temporada 1, episódio 9, parte 2



Temporada 1, episódio 10, parte 1



Temporada 1, episódio 10, parte 2



Temporada 1, episódio 11, parte 1



Temporada 1, episódio 11, parte 2



Temporada 1, episódio 12, parte 1



Temporada 1, episódio 12, parte 2



Temporada 1, episódio 13, parte 1



Temporada 1, episódio 13, parte 2



Temporada 1, episódio 14, parte 1



Temporada 1, episódio 14, parte 2



Temporada 1, episódio 15, parte 1



Temporada 1, episódio 15, parte 2

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Artigo: Porque você não deve fazer Slow-Play (Daniel Skolovy)

Porque você não deve fazer Slow-Play (Daniel Skolovy)



 Se o seu objetivo é conseguir o máximo de dinheiro no pote, o slow-play é contra-producente.

O objeto do poker é ganhar o máximo de dinheiro. É isso aí – essa é a sua meta.

É por isso que você está jogando poker e não bolinha de gude.

Em outras palavras, todas as estratégias que você utiliza são apenas um meio para um fim: o dinheiro. À luz disso, um dos erros que eu vejo a maioria dos novatos fazerem é praticar slow-play. Ou utilizarem o slow-play demais.

O slow-play, em grande parte, é contraproducente. Se a sua meta é conseguir o máximo de dinheiro no pote, como você vai fazer isso passando? Você constrói potes apostando suas melhores mãos, e não por se espreitar no mato com elas.

Aqui está um exemplo de seu slow-play normal:

Stacks efetivos $200; blinds $1/$2. Você recebe 6 6 no botão. Um jogador em posição inicial aumenta $6 e você paga.

O flop trás 3 6♠ A. Seu oponente aposta $10.  Você paga. O turn é a T.

Seu oponente aposta $18 e você somente paga. O river é o 7. Seu oponente passa e você aposta $35. Seu adversário paga. Você mostra sua trinca de seis e ele esconde seu A♠K. Você colhe um pote de $138.

Certo, então você ganhou um pote de $138. Você pode estar dando tapinha nas próprias costas dizendo: "Boa jogada." Esta não é uma boa jogada. Sério.

Quando você acerta no flop uma grande mão como uma trinca, o que mais quer é jogar por todo o stack. Isto é o que você está esperando, após foldar mãos como 62of e 59of o dia todo. Portanto, agora que você finalmente acertou a sua mão-monstro, quer desperdiçá-la tentando fazer slow-play? Este tipo de estratégia é apenas equivocada.

Grandes mãos querem grandes potes

Quando você acerta uma mão-monstro no flop, você quer ganhar todo o stack do seu oponente. É muito difícil ganhar o stack de alguém por slow-play.

Por quê? Quando você faz slow-play, costuma encontrar-se com um pote pequeno.  Sua meta de obter um stack inteiro quando o pote é pequeno torna-se muito difícil, Você não pode exatamente apostar $200 em um pote de $4, ou pode?

Se você construir o pote em todo o caminho, ele será grande o suficiente no final que você pode confortavelmente apostar todas as suas fichas.

A mão do exemplo anterior foi bem jogada pelo nosso vilão. Ele jogou como a maioria dos vilões seria nesta situação. Ele apostou em duas streets contra você e quando você pagou várias vezes, ele foi com uma abordagem conservadora para o river. Ele passa e depois paga a aposta no river.

Ele fez isto para evitar ser aumentado em sua aposta (que é o que você teria feito). Nesta situação é muito difícil de pagar após ter sido pago em duas streets. Se você tivesse aumentado no flop, então ele provavelmente teria que pagar com seu top pair e topkicker, construindo assim um pote ainda maior.

 Vejamos um exemplo em que não há slow-play:

Stacks efetivos $200; blinds $1/$2. Você recebe 6 6 no cut-off. Um jogador em posição inicial aumenta para $6. Todos foldam até você; você paga.

O botão e os blinds foldam e você vai para um flop head-ups de 3 6♠ A. Seu oponente aposta $10. Optando contra o slow-play, você aumenta no flop para $45. Seu adversário paga.

O turn trás T. Seu oponente passa. Existe agora $102 no pote e um pouco menos de $150 no seu stack. Você aposta $70.

Seu adversário pensa e paga. O river trás 7. Seu oponente passa e você aposta seus restantes U$80. Seu adversário paga e mostra A♠ K. Sua trinca de seis leva o pote de $400.

Ao construir o pote por todo o caminho, tornou-se fácil colocar todas as suas fichas em jogo. Quando o pote é grande, ele também dá odds incorretas para seu oponente. Ele pode ter sentido no river que estava comprometido uma vez que já tinha 60% da sua stack em jogo e o pote está oferecendo 4-1 para pagar, o que torna extremamente difícil de foldar.

Ainda assim, tem que haver momentos em que o slow-play é correto.

Sim, você está certo. No pôquer, uma estratégia nunca é SEMPRE a correta. Você precisa levar em consideração a dinâmica da mesa, própria imagem, as tendências de seus oponentes, etc, antes de decidir como agir.

Eu não estou defendendo nunca fazer slow-play. Eu só estou encorajando você a usá-lo com moderação.

Uma situação em que o slow-play é correto é contra jogadores ultra-agressivos, que você conhece que tem histórico de apostar forte com mãos fracas nas três streets e que continuará sua agressão, até que sejam agredidos. Nesse caso, não é terrível o slow-play.

Como exemplo:

Você está jogando com um adversário extremamente agressivo. Você viu ele apostar nas três streets com somente ás como carta alta.

Stacks efetivos $200; blinds de $1/$2. Você recebe T T no small blind. O ultra-agressivo aumenta para $8, na posição UTG, e todo foldam até você. Você opta por apenas pagar. O flop trás T♠ 2 5.

Você passa seu oponente aposta $20. Você apenas paga. O turn trás 5♠. Você passa e seu adversário aposta $65. Você paga.

O river trás A♠. Você aposta $100, e seu oponente paga com A 4♠. Você pega o pote com o seu fullhouse.

Nesta situação, você sabe que seu oponente é ultra-agressivo. Você sabe que ele vai apostar com praticamente qualquer coisa. Ele irá construir o pote para você. Portanto, não há necessidade de aumentar e fazê-lo desistir da sua mão fraca.

Esta situação não é comum, então você tem que estar em sintonia com a dinâmica da mesa. Você precisa ter certeza de que esse oponente está disposto a continuar a apostar. Além disso, observe o exemplo em que o herói aposta no river.

É muito arriscado ir para um check-raise quando nossa mão é tão forte. E se o river for em check-check, podemos perder muito valor.

Portanto, você já sabe. Você não tem que parar o slow-play todas as vezes. No entanto, se você está tornando um hábito o slow-play todas as grandes mãos, então você está perdendo uma tonelada de valor!

Traduzido por eurrex.